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Força-tarefa resgata 89 pessoas em condições de trabalho análogo a escravidão

Ação mirou grupo que foi encontrado em três propriedades na região da Zona da Mata Mineira

30/07/2026 às 10h58
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Arquivo/MTE
Reprodução: Arquivo/MTE

Uma força-tarefa chefiada e coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou 89 trabalhadores em condições de trabalho análogo à escravidão durante a colheita de café em três propriedades rurais localizadas nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu, na região da Zona da Mata Mineira.

Todos os trabalhadores exerciam suas atividades sem registro em carteira e estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e de alojamento. A operação foi executada em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF).

"Em uma das propriedades, não havia trabalhadores alojados, em uma condição muito precária nas frentes. Todos estavam em informalidade, não se encontravam registrados, não tinham garantido o mínimo acesso a equipamentos de proteção individual (EPIs), não tinham acesso à situação sanitária na frente de trabalho", disse o auditor-fiscal do Trabalho Wallace Pacheco, representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais (DS-MG) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).

Duas das três propriedades quitaram integralmente o valor das verbas indenizatórias calculadas pelos fiscais. No entanto, uma das propriedades questionou os valores e quitou apenas uma parte das verbas referentes às horas dos empregados que constavam na relação encaminhada na notificação.

Até o momento, os trabalhadores receberam R$ 654.600,00 em verbas rescisórias. Faltam ainda ser quitados em torno de R$ 180.200,00. Essa é a diferença que um dos empregadores questiona e que, agora, a força tarefa vai apurar de forma mais detalhada. Caso se confirme  que foi apurado ao longo da fiscalização, a empresa poderá sofrer outras autuações em decorrência dessa omissão.

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