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Registros de tráfico crescem 41,7% e Minas tem a segunda maior taxa do país

Em todo o Brasil, os casos de tráfico aumentaram 18,5% em 2025, enquanto os registros de posse e uso caíram 18,3%

25/07/2026 às 09h41 Atualizada em 25/07/2026 às 09h49
Por: Por Redação
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Minas Gerais registrou 33.873 ocorrências de tráfico de drogas em 2025, aumento de 41,7% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados 23.830 casos. O crescimento foi o maior do Sudeste e colocou o estado entre os principais destaques nacionais do novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Com 158,3 registros para cada 100 mil habitantes, Minas apresentou a segunda maior taxa de tráfico do país, atrás apenas do Rio Grande do Sul, que alcançou 160,2. A taxa mineira ficou muito acima da média brasileira, de 97 ocorrências por 100 mil habitantes, e também superou o resultado do Sudeste, de 109,2.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (23), na 20ª edição do anuário, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento reúne informações das secretarias estaduais de Segurança Pública e aponta crescimento das ocorrências de tráfico em 25 das 27 unidades da Federação.

O avanço mineiro também foi superior ao registrado nos demais estados do Sudeste. São Paulo teve alta de 20,3%, o Espírito Santo cresceu 16,6% e o Rio de Janeiro, 11,9%. Em números absolutos, Minas ficou atrás apenas de São Paulo na região, que contabilizou 45.507 ocorrências em 2025.

O crescimento, no entanto, exige cautela na interpretação. O próprio anuário destaca que os registros policiais não permitem identificar isoladamente se houve expansão efetiva do comércio de drogas, mudança nas estratégias das forças de segurança ou alteração na classificação das ocorrências.

Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que situações antes registradas como posse e uso estejam sendo enquadradas como tráfico. A discussão ganhou relevância após a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o porte de maconha para consumo pessoal, embora a mudança no comportamento dos registros não possa ser explicada apenas por essa decisão.

Em todo o Brasil, os casos de tráfico aumentaram 18,5% em 2025, enquanto os registros de posse e uso caíram 18,3%. A distância entre os dois indicadores aumentou, chegando a quase dois casos de tráfico para cada ocorrência de posse ou consumo.

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