
Belo Horizonte aparece entre as 20 cidades brasileiras com as maiores taxas de celulares roubados e furtados em 2025. A capital mineira ocupa a 16ª posição no ranking nacional, com 831,3 aparelhos subtraídos para cada 100 mil habitantes.
Os dados fazem parte da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada na quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O ranking considera municípios com mais de 100 mil habitantes e foi elaborado a partir dos microdados dos registros policiais e das informações das secretarias estaduais de Segurança Pública.
A taxa registrada em Belo Horizonte é superior à de capitais como Natal, Fortaleza e Rio de Janeiro, que aparecem logo abaixo na lista. A capital fluminense encerra o ranking das 20 primeiras cidades, com 793,7 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes.
No Sudeste, Belo Horizonte fica atrás de São Paulo, Cariacica e Vitória. A capital paulista ocupa a terceira colocação nacional, com taxa de 1.390,5, enquanto Cariacica e Vitória registraram 932,2 e 930,8 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes, respectivamente.
São Luís lidera o levantamento, com taxa de 1.517,0, seguida por Belém, com 1.487,0, e São Paulo. Entre as 20 cidades mais afetadas, 14 são capitais e as demais estão inseridas em grandes regiões metropolitanas, o que mostra a concentração desse tipo de crime nos centros urbanos.
O anuário considera conjuntamente os roubos, nos quais há violência ou ameaça contra a vítima, e os furtos, quando o aparelho é levado sem abordagem direta. Em todo o país, 830.890 celulares foram subtraídos em 2025, uma média de 95 por hora.
Embora os roubos de celular tenham caído na maior parte dos estados, os furtos cresceram 0,9% no Brasil. O cenário indica uma mudança na dinâmica do crime patrimonial, que passa a ocorrer também em locais de grande circulação, eventos, transportes públicos e ambientes nos quais a vítima demora a perceber a perda.
A entrada de Belo Horizonte no ranking nacional reforça o peso dos celulares no mercado ilegal e a necessidade de medidas que não se limitem ao policiamento nas ruas. O enfrentamento também envolve rastreamento dos aparelhos, bloqueio rápido, investigação da receptação e combate à cadeia que transforma dispositivos roubados ou furtados em mercadoria
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