
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou, nesta terça-feira (21), um ato público em Belo Horizonte em defesa da manutenção do Novo Auxílio Emergencial destinado às vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. A mobilização reuniu cerca de 500 atingidos de 26 municípios mineiros e incluiu a divulgação de uma carta aberta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, além de cobranças ao Ministério Público Federal (MPF) por uma atuação mais firme na defesa das populações atingidas.
A manifestação começou na Praça da Liberdade, passou pelo Palácio da Liberdade e seguiu até a sede do MPF, onde o movimento apresentou uma pauta de reivindicações. Durante o ato, o MAB pediu que a ADPF 1314 seja julgada pelo plenário do STF, e não por decisão monocrática, além de solicitar que Gilmar Mendes avalie sua suspeição para atuar no caso. Segundo o movimento, a interrupção do Novo Auxílio Emergencial agravaria a situação social e econômica de milhares de famílias afetadas pelo desastre.
Na Praça Sete, os manifestantes voltaram a defender a continuidade do benefício e criticaram a tentativa de suspensão judicial. Para Guilherme Camponêz, da coordenação estadual do MAB, o auxílio representa um direito das famílias atingidas e é essencial para garantir a sobrevivência de quem ainda sofre os impactos do rompimento da barragem.
A mobilização foi encerrada na Praça da Estação. Durante o ato, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que entregará a carta aberta ao ministro Gilmar Mendes na próxima semana, reforçando o pedido para que o Supremo mantenha o Novo Auxílio Emergencial às vítimas do desastre de Brumadinho.
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