
Uma clínica de recuperação particular foi interditada neste domingo (19), no bairro Vivendas Santa Mônica, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após denúncias de maus-tratos contra pacientes internados. Durante a operação, três sócios do estabelecimento foram presos, enquanto outros dois suspeitos conseguiram fugir e seguem sendo procurados pelas forças de segurança.
As denúncias foram feitas por familiares dos internos, que relataram agressões físicas, falta de atendimento médico, restrição de alimentação e supostos casos de extorsão. Segundo os relatos, cartas escritas pelos próprios pacientes e entregues às famílias detalhavam as condições enfrentadas na unidade, que abrigava entre 20 e 25 pessoas.
Uma das familiares afirmou que, durante as visitas, os parentes tinham acesso apenas a uma área restrita da clínica. Após entrar no imóvel acompanhada da Polícia Militar, ela relatou ter encontrado um ambiente em condições precárias de higiene e estrutura. Ainda de acordo com o depoimento, um paciente teria sido agredido pelo proprietário da clínica e outros dois precisaram ser encaminhados para atendimento hospitalar.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou um inquérito para apurar as denúncias de maus-tratos contra idosos registradas no local. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Igarapé.
A corporação também informou que, durante a ocorrência, um homem de 48 anos, que estava internado na clínica e possuía um mandado de prisão em aberto, foi localizado, conduzido para o cumprimento da ordem judicial e permanece à disposição da Justiça.
Os pacientes foram retirados da unidade após a interdição. A Polícia Civil destacou que as investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso, apurar possíveis crimes, como maus-tratos, lesão corporal e extorsão, além de localizar os dois sócios que permanecem foragidos. Outras informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.
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