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Comissão da ALMG debate a destinação dos bens do Palácio das Mangabeiras

Audiência pública está marcada para quinta-feira (16) e envolverá representantes da Codemge, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e outros órgão responsáveis pela guarda do patrimônio

14/07/2026 às 15h02
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Luiz Santana/ALMG
Reprodução: Luiz Santana/ALMG

A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai promover uma audiência pública para discutir a destinação dos bens e do acervo histórico do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores do Estado. A reunião está marcada para quinta-feira (16).

O debate foi solicitado pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT) e deverá reunir representantes da Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais), da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e de outros órgãos responsáveis pela guarda do patrimônio.

O objetivo da Comissão é cobrar explicações sobre a localização, conservação e destinação dos móveis, obras de arte e demais objetos que integravam o acervo do palácio após uma vistoria que encontrou o imóvel praticamente vazio.

O bloco de oposição ao atual governo, Bloco Democracia e Luta protocolou representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) pedindo a abertura de uma investigação sobre a destinação dos bens retirados do Palácio das Mangabeiras. Outra frente de atuação, capitaneada pela deputada estadual Bella Gonçalves (PT) encaminhou à Polícia Federal notícia-crime solicitando a apuração das denúncias de desaparecimento e deterioração do acervo.

Atualmente, o Palácio das Mangabeiras é administrado por uma sociedade de propósito específico formada pela Codemge, pela CDL-BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte) e empresas Malab Produções e Grifa. Isso porque, em 2019, o ex-governador do Estado, Romeu Zema, optou por não morar lá. O imóvel perdeu a função de residência oficial e em 2022, o Parque do Palácio vem sendo utilizado para realizar eventos privados.

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