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Trump desiste de taxa no Estreito de Ormuz e prioriza acordos com países do Golfo

Presidente dos Estados Unidos afirma que proposta de cobrança sobre navios será substituída por acordos comerciais e de investimento após negociações com lideranças do Oriente Médio.

14/07/2026 às 13h35
Por: João Vitor Viana
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Agência Brasil
Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (14) que desistiu da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo. A medida, que vinha sendo discutida desde o início da semana e chegou a ser anunciada, será substituída por acordos comerciais e de investimento com países do Golfo.

O recuo foi comunicado pelo próprio presidente por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Segundo Trump, a decisão foi tomada após conversas consideradas "altamente produtivas" com lideranças do Oriente Médio, que resultaram em um entendimento voltado para o fortalecimento das relações econômicas entre os Estados Unidos e os países da região.

Na publicação, Trump afirmou que a proposta de cobrança dará lugar a novos compromissos comerciais e investimentos que serão realizados pelos países do Golfo em parceria com os Estados Unidos. De acordo com o presidente, a mudança representa uma alternativa mais vantajosa para ampliar a cooperação econômica entre as partes.

A ideia de instituir um pedágio para embarcações que transitassem pelo Estreito de Ormuz havia provocado repercussão internacional, especialmente por envolver uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. A proposta também elevou as tensões com o Irã, que foi alvo de alertas do governo norte-americano sobre uma possível cobrança a petroleiros que utilizassem a passagem.

Com a mudança de estratégia, o governo dos Estados Unidos sinaliza uma tentativa de reduzir o desgaste diplomático na região, priorizando negociações econômicas em vez da adoção de uma taxa sobre o tráfego marítimo. A expectativa é que os acordos comerciais e de investimento passem a nortear a relação entre Washington e os países do Golfo nos próximos meses.

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