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Governo intensifica negociações para reduzir impacto de tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

A expectativa é que representantes dos dois países realizem, ainda nesta semana, uma nova rodada de conversas antes da decisão definitiva prevista para o próximo dia 15 de julho

06/07/2026 às 14h28 Atualizada em 06/07/2026 às 14h33
Por: João Vitor Viana
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Divulgação | Agência Brasil
Divulgação | Agência Brasil

O governo federal intensifica as negociações com os Estados Unidos para tentar minimizar os efeitos da proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A expectativa é que representantes dos dois países realizem, ainda nesta semana, uma nova rodada de conversas antes da decisão definitiva prevista para o próximo dia 15 de julho.

As tratativas são conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do ministro Márcio Elias Rosa, que deve se reunir virtualmente mais uma vez com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. O encontro será o sexto entre as equipes desde o início das negociações.

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro reconhecem que a revogação completa da medida é considerada improvável. A estratégia, neste momento, é buscar um acordo que reduza os impactos da tarifa, seja por meio da exclusão de determinados produtos ou da aplicação de alíquotas menores para alguns setores da economia.

Enquanto aposta no diálogo direto com o governo dos Estados Unidos, o Palácio do Planalto decidiu não participar das audiências públicas promovidas pela administração norte-americana para discutir a proposta. A avaliação do Itamaraty é de que esses encontros terão pouca influência sobre a decisão final. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o influenciador Paulo Figueiredo se inscreveram para apresentar posicionamentos durante as sessões.

Em documento encaminhado às autoridades americanas, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rebateu críticas feitas ao sistema de pagamentos Pix, um dos pontos questionados pelos EUA. Segundo o governo brasileiro, a ferramenta ampliou o mercado nacional de pagamentos digitais e favoreceu a participação de empresas privadas, inclusive companhias norte-americanas. O chanceler também argumentou que a legislação comercial utilizada pelos Estados Unidos não autoriza sanções baseadas em divergências sobre políticas adotadas por outros países.

Além do Pix, o governo americano aponta questionamentos em outras áreas, como comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, produção de etanol e desmatamento ilegal. A decisão sobre a adoção ou não do novo tarifaço deverá ser anunciada pela administração dos Estados Unidos até o dia 15 de julho.

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