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TJMG nega novo pedido de liberdade de acusado de matar gari em BH

Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir Fernandes, continuará preso enquanto aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri

19/06/2026 às 10h11
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução/Record
Reprodução/Record

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou, nesta quinta-feira (18), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte.

O pedido de liberdade já havia sido analisado e rejeitado pelo colegiado em fevereiro deste ano. No entanto, a defesa recorreu da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou o julgamento anterior para garantir o direito à sustentação oral durante a sessão.

Com a realização de um novo julgamento, os desembargadores voltaram a analisar o caso e decidiram, novamente, negar o habeas corpus. Conforme registro processual do TJMG, a decisão foi tomada pela 8ª Câmara Criminal durante sessão realizada nesta quinta-feira.

Laudemir Fernandes foi morto em 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Horas após o crime, o empresário Renê Júnior foi preso no estacionamento da academia que frequentava.

Em janeiro deste ano, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, decidiu levar o acusado a julgamento popular. Na decisão de pronúncia, a magistrada entendeu que havia provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o caso fosse submetido ao Conselho de Sentença.

As qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima foram mantidas. A juíza também destacou, na decisão, a "frieza da conduta" e a "completa indiferença" demonstrada pelo acusado em relação à vida humana.

Apesar da pronúncia, a data do júri popular ainda não foi definida pela Justiça.

Com a nova decisão do TJMG, Renê da Silva Nogueira Júnior permanece preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento.

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