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Comissão que apura denúncia contra vereador Lucas Ganem tem prazo até 29 de junho para concluir investigação

Prazo foi retomado após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que autorizou a Câmara de Belo Horizonte a analisar integralmente a denúncia contra o parlamentar

30/05/2026 às 10h22 Atualizada em 30/05/2026 às 10h26
Por: Cristiane Cirilo
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TV CMBH
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A Comissão Processante da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) responsável por apurar denúncias contra o vereador Lucas Ganem (MDB) deverá concluir seus trabalhos até o dia 29 de junho. O novo prazo foi definido após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que suspendeu os efeitos de uma sentença anterior e permitiu a retomada integral das investigações.

A atualização foi formalizada pela Procuradoria da Câmara em memorando divulgado nesta semana. Com a decisão judicial, a comissão volta a ter competência para analisar todos os pontos da denúncia, incluindo a suposta fraude relacionada ao domicílio eleitoral do parlamentar.

O processo político-administrativo foi instaurado em dezembro de 2025. A contagem do prazo de 90 dias começou em 16 de dezembro, quando Ganem foi oficialmente notificado para apresentar defesa prévia.

Em 13 de fevereiro deste ano, uma decisão liminar determinou a suspensão dos trabalhos da comissão. Posteriormente, em 4 de maio, uma sentença autorizou apenas a continuidade das apurações relacionadas ao possível uso irregular de cargos comissionados e à suposta residência do vereador fora de Belo Horizonte durante o mandato.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a Câmara não poderia analisar a acusação envolvendo eventual fraude na declaração de domicílio eleitoral.

Entretanto, em nova decisão proferida pelo presidente do TJMG, a sentença foi suspensa, permitindo que a comissão retomasse a análise integral da denúncia. A Câmara foi oficialmente notificada da decisão na última quarta-feira (28).

Dessa forma, o prazo processual voltou a correr a partir da data da notificação, considerando os dias restantes que haviam sido interrompidos durante a suspensão judicial. A previsão é que os trabalhos sejam encerrados em 29 de junho.

Até o fim do prazo, a comissão deverá ouvir testemunhas indicadas tanto pelo denunciante quanto pela defesa. Após a fase de oitivas, Lucas Ganem terá novo prazo para apresentar suas alegações finais, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Em depoimento prestado anteriormente à comissão, o vereador afirmou que passou a residir oficialmente em Belo Horizonte apenas após a eleição municipal de 2024 e negou qualquer irregularidade.

“Em nenhum momento houve falsidade ideológica ou documentação falsa. Todos os meus documentos eram fiéis”, declarou.

A Comissão Processante foi instalada em dezembro de 2025 e é formada pelos vereadores Bruno Miranda (PDT), Edmar Branco (PCdoB) e Helton Junior (PSD), sorteados conforme prevê o Decreto-Lei 201/1967.

Ao final da instrução, o colegiado emitirá parecer pela procedência ou improcedência da denúncia. O documento será encaminhado ao presidente da Câmara, que deverá convocar uma sessão de julgamento.

Para que a denúncia resulte na cassação do mandato, será necessário o voto favorável de pelo menos dois terços dos vereadores da Casa, o equivalente a 28 parlamentares. Caso a acusação seja rejeitada, o processo será arquivado.

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