
Uma mulher de 47 anos conseguiu pedir ajuda após sofrer agressões do ex-companheiro em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima entregou discretamente um bilhete a funcionários de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando que estava sendo agredida e pedindo que a polícia fosse acionada.
Na mensagem, a mulher escreveu: “Me chama para dentro. Dá tempo de chamar a polícia, pelo amor de Deus. Chama a polícia para mim, ele está me batendo”. O bilhete também continha a sigla “SOS”, utilizada como sinal de emergência.
Após receberem o pedido de socorro, os profissionais da unidade acionaram a Guarda Civil Municipal. O suspeito conseguiu deixar o local antes da chegada dos agentes, mas foi encontrado pouco tempo depois nas proximidades da residência da vítima.
O homem, identificado como Josimar Junio dos Santos, de 42 anos, foi detido e encaminhado, juntamente com a vítima, para a delegacia. Ele possui antecedentes policiais e passará por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre sua permanência na prisão.
Segundo informações repassadas pela Guarda Civil Municipal, a mulher relatou que as agressões começaram por volta das 3h da madrugada. O ex-companheiro não aceitava o término do relacionamento e teria feito ameaças de morte.
Após as agressões, o suspeito adormeceu. Foi nesse momento que a vítima escreveu o bilhete pedindo ajuda. Em seguida, ela convenceu o homem a acompanhá-la até uma UBS sob a justificativa de que tinha uma consulta agendada.
Ao chegar à unidade de saúde, localizada no bairro Bela Vista, a mulher conseguiu entregar o papel discretamente a uma enfermeira. A profissional a levou para uma sala reservada e acionou as autoridades.
De acordo com os agentes, a vítima apresentava sinais visíveis de agressão, incluindo inchaço no rosto, ferimentos na boca e marcas de socos.
Ainda segundo a Guarda Civil Municipal, a mulher relatou que vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro. Ela chegou a mudar de bairro para tentar escapar das agressões e ameaças.
Em depoimento, a vítima afirmou ter sido agredida fisicamente e ameaçada com uma faca durante o episódio de violência.
“Ele bateu na minha cara, pôs a faca no meu pescoço, puxou meu cabelo e falou muitas palavras ruins comigo. Eu não vou permitir isso na minha vida e agradeço muito a ajuda que recebi no posto de saúde”, relatou.
O caso será investigado pelas autoridades competentes.
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