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Papa afirma que Deus rejeita orações de líderes que promovem guerras

Declaração foi feita durante celebração do Domingo de Ramos, em meio à escalada de conflitos internacionais.

29/03/2026 às 16h43
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução I REUTERS
Imagem: Reprodução I REUTERS

O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (29) que Deus não escuta as orações de líderes que promovem guerras e declarou que esses governantes carregam “as mãos cheias de sangue”. A fala ocorreu durante celebração na Praça de São Pedro, no Vaticano, em meio ao agravamento de conflitos no Oriente Médio.

Durante o tradicional discurso do Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, o pontífice criticou o uso da religião como justificativa para ações bélicas e reforçou que a fé não pode ser associada à violência.

“[Deus] não ouve as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: ‘Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue'”,  afirmou o papa.

A declaração ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura cerca de um mês e foi classificado pelo pontífice como atroz.

Leão XIV também reforçou que Jesus não pode ser usado como argumento para legitimar guerras. “Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra”, disse.

Além das críticas, o líder da Igreja Católica fez um apelo pelas populações afetadas, especialmente cristãos no Oriente Médio, que enfrentam dificuldades para celebrar a Páscoa em meio ao conflito.

A fala reforça o tom adotado pelo pontífice desde o início de seu papado, marcado por posicionamentos firmes contra guerras e pela defesa de cessar-fogo imediato em áreas de conflito.

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