
Um candidato da Fuvest entrou na Justiça após receber nota zero na redação do vestibular e decidiu processar o reitor da Universidade de São Paulo, alegando que foi prejudicado por utilizar palavras consideradas “difíceis” no texto.
O estudante Luis Bessa, de 18 anos, afirma que a nota zero foi atribuída de forma indevida e sustenta que seu texto não fugiu ao tema nem violou regras do edital. Ele defende que o uso de vocabulário mais rebuscado não poderia justificar a anulação da redação.
"Perpassa em altivez, pela procela, a grandiloquência condoreira, em cuja máxima aforismática revela a tétrica languidez do sofrer recôndito.” Trecho da redação de Luis.
A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP, argumenta que a correção segue critérios técnicos previamente definidos, que incluem clareza, coesão, adequação ao tema e respeito às normas da língua.
A banca avaliadora considerou que o texto do candidato apresentou problemas que justificariam a nota zero, embora os detalhes específicos da correção não tenham sido integralmente divulgados.
A ação foi direcionada ao reitor da USP, já que a universidade é a instituição responsável pelo vestibular. O caso tramita na Justiça e ainda não há decisão definitiva.
Especialistas em educação apontam que situações como essa não são comuns, mas evidenciam a importância de critérios claros e bem comunicados aos candidatos. Também destacam que o uso de linguagem excessivamente complexa pode prejudicar a compreensão do texto, um dos pontos avaliados na redação.
De acordo com especialistas, a redação exige clareza e argumentação consistente. O uso de vocabulário mais elaborado pode ser positivo, desde que não comprometa a compreensão ou a naturalidade do texto.
Enquanto o caso segue na Justiça, a discussão ganha repercussão entre estudantes e educadores, especialmente em um dos vestibulares mais concorridos do país.
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