
Uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para a próxima terça-feira (31), no Palácio do Planalto, deve oficializar a saída de ao menos 18 ministros do governo federal. O número representa quase metade da equipe ministerial e está ligado à disputa das eleições de outubro.
O encontro foi estruturado como uma espécie de “passagem de bastão”, reunindo tanto os ministros que deixarão os cargos quanto os nomes cotados para assumir as pastas. A estratégia do governo é alinhar discursos, apresentar um balanço das ações e garantir a continuidade administrativa até o fim do mandato.
A movimentação ocorre em função da legislação eleitoral, que determina a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos até seis meses antes do pleito. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, o prazo limite para exonerações é 4 de abril.
A orientação do Planalto é que a maior parte dos ministros deixe os cargos logo após a reunião. Há exceções pontuais: o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), devem permanecer até quinta-feira (2) para concluir compromissos oficiais.
Nos bastidores, a tendência é de que os substitutos sejam escolhidos dentro das próprias equipes, principalmente entre secretários-executivos, como forma de evitar rupturas em projetos e políticas públicas em andamento. Um exemplo recente foi a saída de Fernando Haddad (PT) do Ministério da Fazenda, quando o cargo passou a ser ocupado por Dário Durigan, que atuava como secretário-executivo da pasta.
A reforma ministerial deve redesenhar a composição do governo federal em um momento estratégico, às vésperas do calendário eleitoral, com impacto direto na articulação política e na condução de programas prioritários.
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