
O mercado de seguros em Minas Gerais transferiu R$ 9,64 bilhões à sociedade em 2025, considerando o acumulado até novembro. O volume corresponde a indenizações, benefícios, resgates e sorteios e representa um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).
O desempenho ocorre em meio a um cenário econômico de instabilidade e confirma a capacidade do setor de manter sua função de proteção financeira, garantindo suporte à renda de famílias e à continuidade das atividades de empresas no Estado.
Somente em novembro, os pagamentos alcançaram R$ 1 bilhão em Minas, com avanço de 29% na comparação anual. Para a CNseg, o dado reforça a atuação do setor como mecanismo de mitigação de riscos e perdas, especialmente em períodos de maior volatilidade econômica.
De acordo com o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, os números refletem a solidez estrutural do mercado segurador. “Mesmo em um contexto desafiador, o setor conseguiu ampliar sua capacidade de resposta, preservando renda e oferecendo estabilidade financeira a milhares de famílias e empresas”, afirma.
Na contramão do crescimento dos pagamentos, a arrecadação apresentou recuo em Minas Gerais. Até novembro de 2025, o volume arrecadado no Estado somou R$ 33,187 bilhões, queda de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024.
O movimento foi puxado principalmente pela Previdência Aberta, que registrou retração de 14,5%, além do seguro rural (-12,9%) e da cobertura de pessoas (-8,3%). Segundo a CNseg, a desaceleração não indica uma retração generalizada da procura por seguros, mas um ajuste concentrado em segmentos específicos do mercado.
As contribuições para a Previdência caíram, enquanto os benefícios pagos avançaram 15,8%, reduzindo a captação líquida em cerca de R$ 2 bilhões no período. Esse comportamento, conforme a entidade, está associado à incidência de IOF sobre aportes acima de R$ 300 mil em uma mesma instituição nos planos do tipo VGBL, o que impactou diretamente grandes volumes de investimento.
Apesar da retração em segmentos específicos, diversos ramos registraram expansão na arrecadação no Estado. O seguro habitacional apresentou crescimento de 49%, seguido pelo seguro patrimonial (+10,9%), automóvel (+10,2%) e seguro de pessoas (+10,6%).
Para a CNseg, esse desempenho demonstra que o mercado segurador segue diversificado e financeiramente consistente, com crescimento em áreas ligadas à proteção patrimonial, mobilidade urbana e habitação.
Ao avaliar o cenário geral, Dyogo Oliveira destaca que o setor continua exercendo papel estratégico na economia. “Mesmo com pressões concentradas em determinados segmentos, o mercado segurador permanece como uma rede estruturante de proteção financeira, essencial para a estabilidade das famílias, das empresas e da própria economia”, conclui.
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