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Professor da UFMG é denunciado por discriminação contra cadeirante em Belo Horizonte

Chef denuncia ofensas contra marido cadeirante após carro bloquear rampa de acesso; UFMG afirma que apura o caso e não tolera discriminação

15/02/2026 às 12h31
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Um professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) da Escola de Engenharia foi denunciado por suposta discriminação contra uma pessoa com deficiência após um episódio ocorrido na última quinta-feira (12), em Belo Horizonte. Segundo relato da chef Juliana Duarte, o marido dela, Pedro Vieira, de 66 anos, cadeirante e diagnosticado com Parkinsonismo, teria sido alvo de ofensas após questionar o estacionamento de um veículo que bloqueava uma rampa de acesso. A universidade informou que recebeu denúncia formal e instaurou procedimento para apurar o caso.

De acordo com relato publicado nas redes sociais, Juliana seguia com o marido para o restaurante onde trabalha, o Cozinha Santo Antônio, na região Centro-Sul da capital, quando encontrou um carro estacionado sobre a faixa de pedestres, impedindo o acesso à rampa para cadeirantes.

Ela afirma que procurou o proprietário do veículo e pediu que ele retirasse o carro. Segundo o relato, após remover o automóvel, o homem teria dirigido ofensas ao casal, incluindo a frase: “Tchau, cadeirante! Espero que você ande muito por aí”. Ainda conforme a denúncia, horas depois o mesmo homem teria ido até o restaurante e feito novos comentários.

Juliana registrou boletim de ocorrência e informou ter formalizado denúncia na Ouvidoria da UFMG. O caso também foi encaminhado à Polícia Civil de Minas Gerais.

Em nota divulgada no sábado (14), a UFMG declarou que tomou conhecimento do episódio envolvendo um professor da Escola de Engenharia e reiterou que não tolera condutas discriminatórias ou que violem a dignidade humana. A instituição afirmou que a denúncia será apurada com rigor, respeitando os trâmites administrativos e legais.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), por meio da Comissão Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, também se manifestou. Em nota de apoio, a comissão classificou o episódio como capacitista e ressaltou que acessibilidade “não é concessão, mas garantia legal”, destacando que bloquear rampas e faixas de pedestres viola direitos assegurados por lei.

A entidade declarou solidariedade à vítima e à família e reforçou o compromisso com a defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

O caso segue sob apuração.

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