18°C 29°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Prefeita de Contagem, Marília Campos, entra na disputa pelo Senado com foco nos desafios fiscais de Minas

Pré-candidata pretende enfrentar temas como a dívida estadual de R$ 180 bilhões e a Lei Kandir.

29/01/2026 às 16h35 Atualizada em 29/01/2026 às 16h44
Por: Marina Menta
Compartilhe:
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), teve sua pré-candidatura ao Senado por Minas Gerais confirmada, nesta quarta-feira (28), pelo Partido dos Trabalhadores. Ela disputará uma das duas vagas do estado nas eleições de outubro de 2026.

Segundo o PT, a escolha foi resultado de um processo de diálogo interno e pesquisas que apontaram o desempenho político e eleitoral da prefeita. Em 2024, Marília foi reeleita em primeiro turno com 188.228 votos válidos, tornando-se a mulher mais votada para o executivo municipal.

A confirmação da pré-candidatura marca a entrada oficial de Marília Campos na corrida por uma das cadeiras do Senado, cargo com mandato de oito anos.

A campanha eleitoral terá início oficialmente em outubro, juntamente com as eleições gerais que definirão presidente da República, governadores, deputados e senadores.

Na pauta que pretende defender no Congresso Nacional, Marília destaca os desafios fiscais enfrentados por Minas Gerais. Um dos principais temas é a dívida pública do estado com a União, estimada atualmente em cerca de R$ 180 bilhões.

Para a pré-candidata, apesar dos avanços recentes nas negociações com o governo federal, o debate ainda precisa evoluir para garantir melhores condições ao estado.

Outro ponto central é a Lei Kandir, em vigor desde 1996, que isenta do ICMS as exportações de produtos primários e semielaborados. Na avaliação de Marília, a legislação provoca perdas significativas de arrecadação e limita a capacidade de investimento do estado em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

O PT também segue em articulação para definir o segundo nome da chapa ao Senado e as candidaturas ao governo de Minas Gerais. Entre os nomes cotados estão o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que também é citado como possível candidato ao Executivo estadual.

A homologação oficial da pré-candidatura de Marília Campos deverá ser debatida nos próximos encontros partidários do PT em Minas Gerais, etapa que antecede o início formal da campanha. Nos próximos meses, o partido pretende divulgar mais detalhes das propostas e acompanhar pesquisas de intenção de voto que indicarão o cenário da disputa pelo Senado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.