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Polícia prende último foragido da operação Gargântua em Vespasiano

O homem, de 35 anos, foi localizado no bairro São Damião

29/10/2026 às 15h05
Por: João Vitor Viana
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Divulgação
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na madrugada desta quinta-feira (29), o último investigado que permanecia foragido após a operação Gargântua, deflagrada em 20 de agosto. O homem, de 35 anos, foi localizado no bairro São Damião, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A operação investiga um grupo suspeito de envolvimento em agiotagem, extorsão, sequestro, lavagem de dinheiro e outros crimes. As apurações são conduzidas pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), por meio da 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O inquérito resultou no indiciamento de 15 pessoas. Até o momento, sete investigados estão presos e outros quatro respondem ao processo em liberdade provisória.

Durante a operação realizada em agosto, os policiais apreenderam cerca de R$ 170 mil em dinheiro, três armas de fogo, munições, carregadores, relógios, joias e diversos objetos. Entre os materiais recolhidos estavam um bloqueador de sinal eletrônico, um contador de cédulas, máscaras, uniformes camuflados, um soco-inglês, uma faca e um taco de beisebol. Para os investigadores, o bloqueador de sinal poderia ter sido utilizado para dificultar pedidos de socorro e impedir o acionamento das forças de segurança durante as práticas criminosas investigadas, incluindo possíveis situações de violência e tortura.

As investigações patrimoniais também identificaram bens que não constavam inicialmente no pedido judicial de bloqueio. Uma representação complementar da Polícia Civil levou ao bloqueio de três imóveis localizados em Capitólio, Vespasiano e São José da Lapa, avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões. As medidas alcançaram ainda cerca de R$ 200 mil em contas bancárias de uma empresa investigada, apontada como possível empresa de fachada. Ao todo, foram identificados 11 veículos, avaliados em cerca de R$ 1 milhão, além de uma lancha estimada em R$ 400 mil. Com a prisão do último foragido, a PCMG prossegue com o cumprimento das medidas judiciais relacionadas à operação.

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