
A osteoporose pode se desenvolver durante anos sem apresentar sintomas e ser descoberta apenas quando ocorre uma fratura. A doença reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de lesões, inclusive após quedas ou impactos leves. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são importantes para preservar a mobilidade e a qualidade de vida.
Segundo a reumatologista Rebecca Maria, do Hospital Universitário Alcides Carneiro, da Universidade Federal de Campina Grande (HUAC-UFCG), os ossos passam por um processo contínuo de renovação ao longo da vida. Na juventude, a formação óssea costuma superar a perda. Com o envelhecimento, esse equilíbrio pode mudar, provocando a redução da massa óssea e deixando os ossos mais frágeis.
Entre os principais fatores de risco estão a idade acima de 50 anos, especialmente após a menopausa, o histórico familiar de osteoporose ou fraturas, o baixo peso corporal, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A alimentação pobre em cálcio, algumas doenças e o uso prolongado de medicamentos, como corticoides, também podem aumentar a probabilidade de desenvolver a condição.
Na maioria dos casos, a osteoporose não provoca dor nas fases iniciais. Os sintomas podem aparecer quando já existe uma fratura. Lesões na coluna, por exemplo, podem causar dor nas costas, perda de altura e postura mais curvada. O quadril e o punho também estão entre as regiões que podem ser afetadas.
A avaliação médica ajuda a identificar pessoas com maior risco e definir a necessidade de exames. Um dos principais é a densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos. Exames de sangue e outros exames de imagem podem ser solicitados conforme o histórico e as condições de cada paciente.
Hábitos saudáveis ajudam a manter os ossos fortes e a reduzir o risco de fraturas. Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio, como leite, derivados e vegetais verde-escuros, faz parte das medidas recomendadas.
A vitamina D também é importante para a saúde óssea. A quantidade necessária pode variar de pessoa para pessoa, e a suplementação deve ser feita com orientação profissional.
A prática regular de exercícios físicos, especialmente atividades que fortaleçam os músculos, trabalhem o equilíbrio e envolvam sustentação do peso corporal, também contribui para a saúde dos ossos e ajuda a reduzir o risco de quedas. Não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool são outras medidas importantes.
Quando a osteoporose é diagnosticada, o tratamento é definido de acordo com as necessidades individuais. Ele pode incluir mudanças nos hábitos, exercícios físicos, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D e medicamentos específicos para reduzir a perda óssea e o risco de fraturas.
A especialista alerta que medicamentos e suplementos não devem ser utilizados por conta própria. A escolha do tratamento precisa considerar as condições de saúde e os fatores de risco de cada pessoa.
Embora o envelhecimento aumente a probabilidade de desenvolver osteoporose, a doença não é uma consequência inevitável da idade. Pessoas que sofrem fraturas após quedas ou traumas leves devem procurar avaliação médica para investigar uma possível fragilidade óssea.
O diagnóstico e o acompanhamento adequados ajudam a prevenir novas fraturas e a preservar a independência e a qualidade de vida.
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