
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em conjunto com a Polícia Militar, deflagrou a Operação Poeira Branca para combater uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e associação para o tráfico em Ipanema, no Vale do Rio Doce. A ação foi realizada em 13 de outubro e resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão.
Por determinação judicial, também foram adotadas medidas para atingir o patrimônio dos investigados, incluindo o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 400 mil, o sequestro de veículos, a indisponibilidade de imóveis e a suspensão das atividades do estabelecimento comercial investigado.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam drogas, balança de precisão e materiais utilizados para embalar entorpecentes. Também foram recolhidos bens e valores relacionados à investigação, entre eles um veículo BYD Dolphin, um ciclomotor elétrico, um drone e aproximadamente R$ 7 mil em dinheiro.
As investigações apontaram que um estabelecimento comercial situado na principal avenida de Ipanema seria utilizado como ponto de venda de drogas, disfarçado sob a fachada de uma loja de bebidas aberta regularmente ao público. Segundo as apurações, o esquema funcionava de forma estruturada e contínua, com o suposto recrutamento de adolescentes para atuar na atividade criminosa.
A operação foi coordenada pela 2ª Promotoria de Justiça de Ipanema e contou com o apoio de equipes da Rondas Ostensivas com Cães (ROCCA), do 11º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Manhuaçu, além de militares do 62º Batalhão, de Caratinga.
De acordo com o promotor de Justiça Rodrigo Menezes Cerqueira Santos, a ação reforça a integração entre o Ministério Público e as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado. A investigação também ampliou o foco para a dimensão financeira e patrimonial das atividades suspeitas, com o objetivo de atingir recursos e bens associados ao esquema.
O nome Operação Poeira Branca faz referência à cocaína e à suposta forma discreta de comercialização da droga, que, conforme as investigações, ocorreria por trás da fachada do estabelecimento comercial. Os fatos são objeto de apuração pelas autoridades competentes.
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