
A Polícia Federal (PF) investiga se a redução da circulação de ônibus prejudicou o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2026. Um inquérito foi aberto para apurar a situação em Sergipe, enquanto ocorrências em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí também são investigadas.
Segundo a corporação, o objetivo é esclarecer por que houve redução da frota em determinadas localidades e se a falta de veículos impediu ou dificultou o acesso dos eleitores aos locais de votação.
O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, afirmou que as diligências estão em andamento, com coleta de depoimentos e apurações nos locais. A investigação conta com a participação dos tribunais regionais eleitorais, do Ministério Público Eleitoral e de outras forças policiais.
Possíveis crimes eleitorais são investigados
A apuração considera o artigo 297 do Código Eleitoral, que prevê pena de detenção de até seis meses e pagamento de multa para quem impedir ou dificultar o exercício do voto. Até o momento, as investigações não concluíram se houve crime nem apontaram responsabilidades definitivas. A PF informou que os fatos seguem sob análise das autoridades competentes.
Problemas no transporte levaram à ampliação da votação
As dificuldades relatadas no transporte público motivaram pedidos para estender o horário de votação. A solicitação foi atendida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizaram a prorrogação por duas horas, até as 19h de domingo.
Além das apurações relacionadas aos ônibus, a PF informou que, até o início da noite do dia da eleição, havia aberto três inquéritos sobre diferentes ocorrências eleitorais, lavrado 44 termos circunstanciados e conduzido 56 pessoas a delegacias. Entre os casos registrados estavam suspeitas de violação do sigilo do voto, propaganda irregular e desobediência eleitoral.
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