
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, neste domingo (25), um segundo foco da doença de Newcastle em uma propriedade avícola de Santa Catarina. O novo caso foi identificado em Coronel Freitas, no oeste do estado, durante ações de vigilância intensificada na região afetada pela primeira ocorrência, registrada em Nova Itaberaba em 18 de outubro.
Segundo o ministério, o estabelecimento está localizado dentro da área de restrição sanitária criada após o primeiro registro. Devido à proximidade entre as duas propriedades, foi necessário realizar apenas um pequeno ajuste no perímetro de controle, que permanece sob vigilância.
Medidas sanitárias foram iniciadas
O Serviço Veterinário Oficial iniciou os procedimentos previstos para emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, monitoramento e ações para conter o vírus. Também começou o chamado despovoamento sanitário das aves da propriedade afetada, procedimento adotado para eliminar o foco da doença.
As medidas são conduzidas em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária. O objetivo é evitar a disseminação do vírus e preservar a sanidade da produção avícola brasileira.
Primeiro caso foi registrado em criação de perus
O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em um estabelecimento comercial de criação de perus para corte, em Nova Itaberaba. Na sequência, o governo federal declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Águas Frias e Nova Erechim.
A medida permite intensificar a vigilância e o controle sanitário na região. As ações incluem o monitoramento de propriedades rurais, a investigação de possíveis novos casos e o controle do trânsito de animais e materiais sujeitos às regras sanitárias.
Doença afeta aves, mas consumo inspecionado é seguro
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Dependendo da virulência do vírus, pode provocar sintomas respiratórios, alterações neurológicas e mortalidade nos plantéis.
O Ministério da Agricultura ressalta que o consumo de carne e de outros produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro para a população. A confirmação de focos, no entanto, pode levar países importadores a adotar restrições comerciais conforme os protocolos sanitários acordados com o Brasil.
O ministério informou que continuará atuando com as autoridades estaduais para controlar a ocorrência e atualizar as informações conforme o avanço das investigações.
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