
O EWZ, fundo de índice que acompanha ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, chegou a cair 19% no after-hours às 21h37 deste domingo (25), logo depois da confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sexta-feira (23), o papel tinha fechado em alta de 1,77%.
O after-hours é o horário estendido da bolsa americana, em que os papéis continuam sendo negociados depois do fechamento oficial. Como a B3 não abre aos domingos, o movimento do EWZ foi a primeira reação do mercado ao resultado do segundo turno, enquanto os números do Ibovespa e do dólar ainda eram os de sexta.
Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 205.083 pontos, e o dólar comercial recuou 0,90%, a R$ 4,9930. Os investidores acompanhavam uma pesquisa Datafolha que apontava empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), além de novos dados de inflação e do avanço do petróleo no exterior.
O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro, abaixo do esperado pelo mercado e do 0,70% de setembro. No mercado internacional, o barril do Brent avançou 3,45%, a US$ 117,08, por causa de tensões geopolíticas e de uma queda nos estoques americanos maior que a esperada, e o WTI subiu 4,02%, a US$ 103,45.
Desempenho na semana
Mesmo com a alta de sexta, o Ibovespa fechou a semana com queda de 0,17%, mas acumula ganho de 10,06% em outubro e de 27,28% no ano. O dólar caiu 1,57% na semana, 3,50% em outubro e 9,03% em 2026.
O que aconteceu depois?
Na manhã desta segunda-feira (26), segundo reportagens de Money Times, Mixvale e SBT News, a queda do EWZ se ampliou para cerca de 26% no pré-mercado americano, com cotas na faixa de US$ 31 (o fechamento de sexta foi de US$ 42,59). O dólar chegou a saltar mais de 12%, a R$ 5,60, e o Ibovespa futuro caiu quase 15% na abertura, com a B3 mexendo nos limites de negociação dos contratos para a sessão.
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