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Pedidos de primeira CNH aumentam 216% após lançamento do programa CNH do Brasil

Mais de 7,3 milhões de processos foram iniciados em 2026; programa também registra mais de 2 milhões de novos condutores habilitados

11/09/2026 às 19h08
Por: Cristiane Cirilo
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 Paulo Pinto/Agencia Brasil
Paulo Pinto/Agencia Brasil

O número de pessoas que iniciaram o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aumentou 216% nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados estão relacionados à implementação do programa CNH do Brasil, que alterou as regras para obtenção do documento.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério dos Transportes, foram registrados 7,3 milhões de pedidos de nova habilitação em 2026. No ano passado, o número havia sido de 2,3 milhões.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados no país.

Processo passou a ter mais etapas digitais

Uma das mudanças foi a concentração de diferentes etapas da primeira habilitação na plataforma CNH do Brasil. O candidato também passou a ter acesso gratuito e digital ao conteúdo teórico.

As novas regras reduziram ainda a carga mínima de aulas práticas em autoescolas, de 20 horas para duas horas. Também passou a ser permitida a contratação de instrutores autônomos para essa etapa.

Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos práticos realizados foram conduzidos por instrutores autônomos, o equivalente a 13,2% do total. Os Centros de Formação de Condutores responderam pelos outros 86,8%.

Mulheres e regiões Norte e Nordeste têm alta

Entre as mulheres, o número de pessoas que entraram no processo de habilitação passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026. O aumento foi de aproximadamente 190 mil novos processos, ou 18%.

O Nordeste apresentou o maior crescimento proporcional entre as regiões, com 54,7% de aumento nos processos iniciados. Na sequência aparece a Região Norte, com alta de 31,9%.

Governo estima economia para candidatos

O Ministério dos Transportes calcula que as mudanças tenham gerado uma economia de quase R$ 10 bilhões para os candidatos.

A estimativa considera a redução de custos com curso teórico, formação prática, renovação da CNH, exames médicos e deslocamentos. Parte das etapas passou a poder ser realizada de forma remota.

A proposta do programa é reduzir o custo e simplificar o processo de obtenção da carteira, mantendo as etapas necessárias para a formação e avaliação dos novos motoristas.

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