
A Capag mede o risco de estados e municípios assumirem novos empréstimos com garantia da União. O cálculo considera endividamento, equilíbrio entre receitas e despesas e disponibilidade de caixa para pagar as obrigações financeiras.
Os dados críticos estão na poupança e no caixa. As despesas de Sabará consomem 91,55% das receitas correntes ajustadas, deixando pouca folga para investimentos e novos compromissos. Na liquidez relativa, o resultado foi negativo em 2,56%, indicando insuficiência de recursos disponíveis diante das obrigações financeiras.
Com nota C, Sabará deixa de atender, em regra, ao requisito mínimo para contratar novos empréstimos com garantia da União. Sem esse aval, pode enfrentar condições menos vantajosas para financiar obras de infraestrutura, saneamento, mobilidade e habitação.
A piora ocorre apesar do volume arrecadado. Sabará registrou receita total de R$ 667,4 milhões em 2025 e de R$ 407 milhões no primeiro semestre de 2026. Mais de R$ 1 bilhão entrou nos cofres municipais em 18 meses, incluindo aproximadamente R$ 124 milhões em royalties da mineração.
A Prefeitura precisa explicar o que provocou a insuficiência de caixa e quais medidas serão adotadas para recuperar o equilíbrio das contas. A Prévia Fiscal utiliza informações enviadas pelo próprio município ao Siconfi.
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