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Golpe do sósia usa reconhecimento facial para tentar burlar sistemas de biometria

Fraude identificada pela Serasa busca pessoas fisicamente semelhantes aos criminosos para tentar assumir identidades em cadastros e abertura de contas

07/09/2026 às 09h51
Por: Cristiane Cirilo
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Pixabay
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Criminosos estão usando ferramentas de comparação facial para localizar pessoas fisicamente semelhantes a eles e tentar utilizar essas identidades em processos de validação biométrica. A estratégia, chamada de “golpe do sósia”, foi identificada pela Serasa Experian e descrita no Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

A técnica explora sistemas de reconhecimento facial utilizados em processos como cadastros, abertura de contas e validação de identidade. Em vez de partir dos dados de uma vítima específica, o fraudador começa pela própria imagem e procura pessoas que tenham características faciais semelhantes.

Segundo a Serasa, ferramentas de comparação facial conseguem analisar diferentes bases de imagens e identificar identidades com alto grau de similaridade. O criminoso então pode tentar utilizar os dados encontrados para passar pelas etapas de autenticação.

A estratégia representa uma mudança em relação a métodos tradicionais de fraude de identidade, nos quais o criminoso normalmente obtém primeiro os dados de uma vítima e depois busca maneiras de utilizá-los.

Biometria não deve ser única barreira

A Serasa alerta que o reconhecimento facial, embora seja utilizado como mecanismo de segurança, pode ser explorado pelos próprios fraudadores quando empregado de forma isolada.

A recomendação é combinar a biometria com outras etapas de verificação, como prova de vida, validação de documentos, conferência de dados cadastrais, análise do dispositivo utilizado e identificação de padrões de comportamento.

A combinação dessas informações pode ajudar a detectar inconsistências em operações nas quais o rosto apresenta alta similaridade, mas outros elementos indicam uma possível tentativa de fraude.

Fraudes bloqueadas

Dados do Mapa da Fraude apontam que 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade foram identificadas e bloqueadas pelas soluções antifraude da Serasa Experian no primeiro semestre de 2026.

Segundo a empresa, o número representa aumento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. As tentativas barradas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado.

Como reduzir o risco

A orientação aos consumidores é evitar compartilhar fotografias de documentos ou selfies com documentos em redes sociais e aplicativos de mensagens. Dados pessoais e biométricos devem ser fornecidos somente em plataformas oficiais.

Também é recomendado utilizar senhas fortes e autenticação em dois fatores, desconfiar de solicitações inesperadas de reconhecimento facial por links ou códigos QR e manter sistemas e aplicativos atualizados.

O monitoramento frequente do CPF também pode ajudar na identificação de movimentações desconhecidas. Em caso de suspeita, a orientação é procurar diretamente os canais oficiais da empresa envolvida.

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