
A União Europeia advertiu a Meta que a empresa deverá promover mudanças no Facebook e no Instagram para eliminar recursos considerados de "design viciante". O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10) pela Comissão Europeia, que apontou falhas na proteção dos usuários, especialmente crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo a avaliação preliminar do bloco, as plataformas utilizam mecanismos que estimulam o uso contínuo das redes sociais, como a rolagem infinita de conteúdo e a reprodução automática de vídeos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a Meta poderá ser multada em até 6% de seu faturamento anual global.
A Comissão Europeia também defende a adoção de ferramentas mais eficazes para limitar o tempo de uso das plataformas e mudanças nos sistemas de recomendação de conteúdo, com o objetivo de reduzir o incentivo ao consumo prolongado.
Em comunicado, a vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, afirmou que a proteção da saúde física e mental dos cidadãos europeus deve ser prioridade para as empresas de tecnologia.
A Meta informou que discorda das conclusões preliminares, mas afirmou que continuará colaborando com a União Europeia durante o processo.
A investigação foi aberta em 2024 com base na Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act – DSA), legislação criada pela União Europeia para ampliar a responsabilização das grandes plataformas digitais e reforçar a proteção dos usuários na internet.
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