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SUS Contagem oferece serviços gratuitos para prevenção e cuidado com a saúde sexual

Entre os recursos oferecidos estão preservativos, autotestes, testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C, avaliação para clamídia e gonorreia, vacinação e acompanhamento para PrEP e PEP

05/09/2026 às 08h13
Por: João Vitor Viana
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Fábio Silva | PMC
Fábio Silva | PMC

A rede pública de saúde de Contagem disponibiliza gratuitamente uma série de serviços voltados à prevenção, ao diagnóstico e ao acompanhamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de estratégias de prevenção ao HIV e cuidados relacionados à saúde sexual e reprodutiva. Entre os recursos oferecidos estão preservativos, autotestes, testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C, avaliação para clamídia e gonorreia, vacinação e acompanhamento para PrEP e PEP.

A iniciativa ganha destaque neste período em que é celebrado, em 4 de setembro, o Dia Mundial da Saúde Sexual. A data reforça a importância do acesso à informação e aos serviços de saúde. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, falar sobre saúde sexual envolve não apenas a prevenção de ISTs, mas também consentimento, respeito, autonomia, prazer, saúde reprodutiva, prevenção de violências e acesso a atendimento de qualidade.

O cuidado também inclui o diagnóstico e acompanhamento adequado das ISTs, a testagem de parceiros sexuais quando indicada, o planejamento reprodutivo e o acesso a métodos contraceptivos. O consumo de álcool e outras drogas também deve ser considerado, já que pode comprometer a avaliação de riscos e dificultar a adoção de medidas de prevenção.

A médica infectologista Lívia Rabelo, do programa IST/AIDS e Hepatites Virais de Contagem, destaca que a sexualidade precisa ser discutida de forma aberta e sem julgamentos. Segundo ela, saúde sexual envolve autonomia, consentimento, comunicação, prazer e bem-estar, além da prevenção de doenças. O objetivo é garantir condições para que as pessoas possam vivenciar sua sexualidade de maneira segura, responsável, respeitosa e satisfatória.

Entre as estratégias disponíveis pelo SUS estão a PrEP, indicada para pessoas com maior risco de exposição ao HIV, e a PEP, utilizada como medida de emergência após uma possível exposição ao vírus. A PEP deve ser iniciada em até 72 horas após a situação de risco e está disponível nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do município. Ambas as estratégias contam com acompanhamento de profissionais de saúde.

A testagem para ISTs é recomendada em situações como relações sexuais sem preservativo, contato com uma pessoa diagnosticada com uma IST ou aparecimento de sintomas. Em Contagem, os testes rápidos estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). O Programa IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais funciona no Centro de Atenção Especializada (CAE) Iria Diniz, no Eldorado.

A vacinação também é uma importante ferramenta de prevenção. Na saúde sexual, destacam-se as vacinas contra HPV e hepatite B. Em 2026, a vacina contra o HPV é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única, e também para adolescentes de 15 a 19 anos que não tenham sido vacinados, até 31 de dezembro. A imunização, porém, não substitui o uso de preservativos nem o acompanhamento preventivo, incluindo a realização do exame Papanicolau quando indicado.

Mitos sobre ISTs precisam ser combatidos

Um dos principais equívocos relacionados às ISTs é acreditar que a ausência de sintomas significa ausência de infecção. Muitas doenças podem não apresentar sinais, o que torna a testagem uma ferramenta importante para o diagnóstico e o tratamento.

Outro ponto de atenção é o uso de métodos contraceptivos. Pílula, DIU e implantes são destinados à prevenção da gravidez e não protegem contra ISTs. O uso de dois preservativos ao mesmo tempo também não aumenta a proteção e pode elevar o risco de rompimento.

O estigma relacionado ao HIV também precisa ser combatido. Pessoas que vivem com o vírus, realizam o tratamento adequadamente e mantêm carga viral indetectável não transmitem o HIV por via sexual. Além disso, o sexo oral também pode oferecer risco de transmissão de algumas ISTs, como sífilis, gonorreia, HPV e herpes.

A orientação dos profissionais de saúde é que informação, prevenção, testagem e acompanhamento sejam incorporados aos cuidados com a saúde sexual. Em caso de dúvida, sintomas ou possível exposição ao HIV nas últimas 72 horas, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação.

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