17°C 33°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Avalanche no Himalaia deixa mais de 1 mil mortos no Nepal e no Tibete

Mais de 4,4 mil pessoas continuam desaparecidas após colapso de geleira provocar avalanche e onda de água e detritos na região de fronteira

01/09/2026 às 10h24
Por: Cristiane Cirilo
Compartilhe:
Crédito BBC
Crédito BBC

O número de mortos após a avalanche que atingiu a região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e a China, ultrapassou 1 mil. Segundo as autoridades nepalesas, o balanço atualizado nesta terça-feira (1º) aponta 1.003 mortos no Nepal. Na região autônoma chinesa do Tibete, foram confirmadas outras 16 mortes, elevando o total para 1.019 vítimas.

As equipes de emergência dos dois países continuam as buscas por milhares de pessoas desaparecidas. Ao todo, 4.462 pessoas ainda não foram localizadas, sendo 3.916 no Nepal e 546 no Tibete.

A tragédia ocorreu após o colapso de uma geleira no topo do Himalaia. O desabamento provocou uma avalanche seguida por uma grande onda de água gelada e detritos, que atingiu áreas habitadas e destruiu vilarejos.

No Nepal, as equipes de resgate concentram parte das operações em um complexo de usinas hidrelétricas, onde centenas de trabalhadores ficaram presos em túneis após a passagem da avalanche.

Estrangeiros entre os desaparecidos

Entre as pessoas desaparecidas no Nepal estão 583 estrangeiros de mais de 30 nacionalidades. No Tibete, são 261 estrangeiros de 23 países, segundo os balanços divulgados pelas autoridades.

Cidadãos indianos estão entre os grupos mais numerosos de estrangeiros ainda não localizados. Autoridades da Índia informaram que 275 indianos estão desaparecidos no Nepal, além de outras 128 pessoas de origem indiana.

Os Estados Unidos informaram que 85 cidadãos norte-americanos continuam desaparecidos.

Também estão entre os desaparecidos 62 ucranianos, 51 malaios, 42 australianos e 33 britânicos, segundo informações compiladas pelas autoridades nepalesas e representações diplomáticas.

Na Índia, autoridades do estado de Uttar Pradesh recuperaram 17 corpos encontrados em rios. Os cadáveres são considerados possíveis vítimas da avalanche, mas ainda passam por identificação e, por isso, não foram incluídos no balanço oficial da tragédia.

Buscas continuam

As equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar sobreviventes e recuperar vítimas. A operação enfrenta dificuldades devido às condições do terreno e aos danos provocados pela avalanche em áreas próximas à fronteira.

A dimensão da catástrofe também dificulta o acesso a comunidades e instalações atingidas. No complexo hidrelétrico, trabalhadores ficaram isolados dentro de túneis, aumentando a preocupação das equipes de emergência.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que o episódio não foi um evento comum e relacionou a ocorrência aos efeitos das mudanças climáticas. O governo nepalês também defendeu uma resposta internacional diante dos riscos crescentes na região.

Mudanças climáticas

A causa exata do colapso da geleira ainda não foi determinada. Especialistas, porém, apontam que o aumento das temperaturas globais tem provocado o derretimento acelerado de geleiras em diferentes partes do planeta.

O Himalaia está entre as regiões mais afetadas pelo aquecimento. A redução das massas de gelo pode aumentar a instabilidade de encostas e elevar o risco de eventos extremos, como deslizamentos, avalanches e inundações provocadas pelo rompimento de lagos glaciais.

A tragédia reforça as preocupações de cientistas e autoridades sobre os impactos do aquecimento global nas comunidades que vivem próximas às áreas de montanha e aos rios alimentados pelo degelo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.