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Presidente interina rebate Trump e garante controle venezuelano sobre petróleo

Declaração ocorre após acordo com os Estados Unidos e em meio a negociações sobre o futuro da indústria petrolífera do país

30/08/2026 às 08h48 Atualizada em 30/08/2026 às 08h55
Por: João Vitor Viana
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Efrain Gonzalez | AFP
Efrain Gonzalez | AFP

A presidente interina da Venezuela reagiu às declarações de Donald Trump sobre o futuro do petróleo do país e afirmou que Caracas continuará mantendo o controle sobre suas reservas e sobre a exploração do recurso. A declaração ocorre após um acordo que abriu uma nova etapa nas relações entre Venezuela e Estados Unidos.

A posição venezuelana contrasta com a interpretação apresentada por Trump, que defendeu uma maior participação norte-americana no setor petrolífero do país. Segundo a presidente interina, qualquer entendimento com Washington não significa a transferência do controle dos recursos naturais venezuelanos para empresas ou para o governo dos Estados Unidos.

O petróleo é considerado o principal ativo estratégico da Venezuela e representa uma das maiores reservas conhecidas do mundo. Por isso, o controle sobre a indústria petrolífera está no centro das negociações envolvendo o país, especialmente diante do interesse internacional em recuperar a produção e ampliar as exportações venezuelanas.

O acordo também acontece em meio a uma tentativa de reorganização política e econômica da Venezuela. A possibilidade de retomada dos investimentos no setor petrolífero é vista como uma das principais alternativas para recuperar a economia nacional, mas o governo insiste que essa abertura deverá ocorrer sem abrir mão da soberania sobre os recursos.

Trump, por sua vez, tem defendido que os Estados Unidos terão papel relevante na reconstrução da indústria de petróleo venezuelana. A expectativa é de que empresas americanas participem de projetos de exploração e produção, mas a definição sobre como essa participação ocorrerá ainda é um dos pontos mais sensíveis do entendimento entre os dois países.

A declaração da presidente interina evidencia, portanto, que o acordo não encerrou as divergências entre Caracas e Washington. Enquanto os Estados Unidos buscam ampliar sua presença no setor energético venezuelano, o governo do país tenta garantir que a recuperação da indústria aconteça sob controle nacional, mantendo o petróleo como um dos principais instrumentos de soberania e de recuperação econômica.

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