
Uma mulher conseguiu pedir ajuda durante uma consulta médica ao escrever um pedido de socorro no próprio prontuário hospitalar e denunciar o marido por violência doméstica em Ibiporã, no norte do Paraná. O homem, de 44 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil na recepção do hospital na manhã de quinta-feira (27).
Segundo o delegado Vitor Dutra, a mulher procurou o Hospital Cristo Rei com lesões, emocionalmente abalada e demonstrando medo do companheiro. Durante o atendimento, ela escreveu no prontuário: “Por favor não deixe meu marido entrar na consulta. Socorro”.
Uma enfermeira que participava do atendimento encontrou o pedido e comunicou a equipe do hospital, que acionou a polícia.
Quando os agentes chegaram à unidade, o homem ainda aguardava na recepção. De acordo com a Polícia Civil, havia indícios de que as ameaças eram iminentes e a vítima apresentava marcas de agressões físicas.
O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para ficar à disposição da Justiça. O nome dele não foi divulgado para preservar a identidade da vítima.
À polícia, a mulher relatou ter sido mantida em cárcere privado durante a noite de quarta-feira (26), além de ter sofrido agressões físicas, ameaças e situações de humilhação.
Segundo o relato, em uma das agressões, ela teve a roupa completamente molhada e foi obrigada a permanecer daquela maneira diante de um ventilador. Para a polícia, a situação teria sido utilizada como forma de castigo e para aumentar o sofrimento da vítima.
As ameaças teriam continuado até a manhã seguinte. A mulher conseguiu chegar ao hospital depois de convencer o marido de que precisava ser atendida por outros problemas de saúde.
Após o atendimento, ela foi encaminhada para exames médicos e recebeu orientações sobre medidas protetivas de urgência.
De acordo com a Polícia Civil, o homem possui histórico de agressões contra uma ex-companheira no município de São Jerônimo da Serra.
A polícia não divulgou outras informações que pudessem levar à identificação da vítima.
Em nota à RPC, o Hospital Cristo Rei informou que não se manifestaria sobre o caso naquele momento para preservar a integridade e o sigilo da paciente.
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