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Justiça determina que Casas Bahia restabeleça contratos de 1.900 funcionários demitidos

Liminar suspende demissões coletivas realizadas durante processo de reestruturação da empresa

19/08/2026 às 15h36 Atualizada em 19/08/2026 às 15h41
Por: João Vitor Viana
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A Justiça do Trabalho determinou, em decisão liminar, o restabelecimento provisório dos contratos de cerca de 1.900 funcionários demitidos pelo Grupo Casas Bahia. As dispensas ocorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, durante o processo de reestruturação da empresa, que entrou com pedido de recuperação judicial.

A decisão foi tomada pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, após uma ação apresentada pela categoria. A magistrada suspendeu temporariamente as demissões coletivas e determinou que os vínculos dos trabalhadores sejam restabelecidos.

Segundo a decisão, a empresa não teria realizado negociação prévia com o sindicato dos trabalhadores antes de efetuar as demissões em massa. A ausência dessa negociação foi apontada como um dos motivos para a suspensão das dispensas.

A determinação judicial tem caráter provisório e busca interromper os efeitos das demissões enquanto o caso é analisado. Com o restabelecimento dos contratos, os trabalhadores devem voltar a ter seus vínculos empregatícios reconhecidos pela empresa até uma nova decisão da Justiça.

As demissões ocorreram em meio ao processo de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia, que busca reorganizar as finanças e reduzir despesas. A companhia passa por um processo de reestruturação que envolve medidas para melhorar sua situação econômica.

A decisão não encerra a discussão sobre as demissões. O caso ainda será analisado pela Justiça do Trabalho, que poderá manter, alterar ou revogar a liminar após avaliar os argumentos apresentados pelas partes.

A determinação também reforça a discussão sobre a necessidade de negociação com os sindicatos em casos de demissões coletivas. O processo deverá avançar nos próximos dias, enquanto a empresa e os representantes dos trabalhadores acompanham os efeitos da decisão judicial.

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