
Bancários de todo o país aprovaram uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), após rejeitarem a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A decisão foi tomada em assembleias realizadas na segunda-feira (17). Em São Paulo, quase 90% dos votos foram favoráveis à interrupção das atividades. Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, o sindicato estima adesão de 97% da categoria.
A mobilização ocorre após sete rodadas de negociação entre trabalhadores e bancos. Segundo a categoria, a Fenaban não apresentou uma proposta de índice de reajuste para salários e demais verbas, apesar de ter assumido esse compromisso na rodada anterior. Entre as principais reivindicações estão aumento real dos salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e dos tíquetes, manutenção dos empregos, combate às metas abusivas e ao adoecimento dos trabalhadores, além de melhores condições de saúde e igualdade de oportunidades.
O Sindicato dos Bancários orienta que a paralisação seja organizada em conjunto com as entidades sindicais e lideranças de cada região. Para os trabalhadores que atuam em home office, a orientação é não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de mobilização. A entidade também recomenda que eventuais casos de ameaça, intimidação, coação, retaliação ou assédio relacionados à paralisação sejam comunicados ao sindicato.
As negociações, porém, continuam. A categoria ainda deve discutir questões específicas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal nesta quarta-feira (19), enquanto uma reunião com o BNDES está prevista para sexta-feira (21). A Fenaban afirmou que espera chegar a um acordo satisfatório com os trabalhadores. Caso não haja avanço nas tratativas, os bancários não descartam ampliar a mobilização e iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (24).
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