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Antigo complexo da Escola de Engenharia da UFMG será transformado em espaço para servidores e comércio em BH

Imóvel ficou 17 anos sem uso e deverá receber até 2,4 mil servidores municipais; projeto prevê áreas comerciais, culturais e praça interna

19/08/2026 às 08h39 Atualizada em 19/08/2026 às 08h46
Por: Cristiane Cirilo
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Fernando Antônio Borges/PBH
Fernando Antônio Borges/PBH

Depois de 17 anos sem uso, o antigo complexo da Escola de Engenharia da UFMG, no Hipercentro de Belo Horizonte, deverá ganhar uma nova função. A Prefeitura de Belo Horizonte recebeu da União a guarda provisória do imóvel e planeja transformar o conjunto em um espaço institucional para até 2,4 mil servidores municipais, além de criar áreas destinadas a comércio, serviços, cultura e convivência.

O complexo ocupa mais de 30 mil metros quadrados de área construída e fica entre a Rua dos Guaicurus, Rua da Bahia, Rua Espírito Santo e Avenida dos Andradas. A proposta da Prefeitura é reabrir o quarteirão para a circulação de pedestres e aumentar o movimento em uma área que atualmente tem baixa atividade comercial.

A transferência definitiva do imóvel para o município ainda não foi concluída. Segundo a Prefeitura, as restrições do período eleitoral impedem a conclusão do processo neste momento. A expectativa é que a transferência seja efetivada após as eleições.

Com a mudança, o município poderá avançar para as etapas de contratação e execução do projeto.

Dois edifícios existentes serão mantidos e passarão por obras de recuperação e adaptação. Um deles é o Edifício Arthur da Costa Guimarães, voltado para a Rua Espírito Santo e protegido por tombamento. A estrutura será preservada e receberá intervenções para adequação aos novos usos.

O segundo é o Edifício Álvaro da Silveira, com acesso pela Avenida do Contorno.

A proposta prevê que os pavimentos superiores sejam utilizados principalmente por unidades da Prefeitura. Já os térreos e o segundo pavimento deverão ter usos mais voltados para a cidade, com possibilidade de instalação de restaurantes, cafés, lojas, serviços e atividades culturais.

A ideia é evitar que o complexo funcione apenas como um conjunto de escritórios públicos e permaneça vazio fora do horário de expediente.

A presença dos servidores deve aumentar o fluxo diário de pessoas na região e, segundo a Prefeitura, criar demanda para novos estabelecimentos comerciais, além de beneficiar negócios que já funcionam nas proximidades.

Projeto prevê praça interna e novas conexões

Parte das construções menores e mais deterioradas do complexo, localizadas na Rua dos Guaicurus, deverá ser demolida. De acordo com a Prefeitura, esses imóveis não são tombados.

No espaço, está prevista a construção de um edifício cultural suspenso, permitindo a passagem de pedestres no nível da rua. O projeto inclui ainda uma praça pública interna de aproximadamente 1.700 metros quadrados.

A intenção é criar novas conexões entre as quatro vias que cercam o quarteirão: Rua dos Guaicurus, Rua da Bahia, Rua Espírito Santo e Avenida dos Andradas.

O projeto também prevê um pátio interno e mais de 2.600 metros quadrados de áreas permeáveis e arborizadas, distribuídas entre jardins e espaços de convivência.

Estão previstas ainda soluções de acessibilidade e aproveitamento de iluminação e ventilação naturais.

Apesar da proposta de reocupar uma área extensa e atualmente pouco utilizada do Hipercentro, o projeto não prevê a transformação do complexo em empreendimento habitacional.

Segundo a Prefeitura, a configuração dos edifícios e suas características arquitetônicas são consideradas mais adequadas para usos institucionais, comerciais, culturais e de serviços.

O Edifício Arthur da Costa Guimarães, por ser tombado, terá sua estrutura preservada durante a requalificação.

Um terceiro prédio pertencente ao conjunto também será mantido, mas continuará sob gestão do Governo Federal.

Obras podem custar R$ 150 milhões

A estimativa inicial da Prefeitura é de aproximadamente R$ 150 milhões para a requalificação do complexo.

O município ainda estuda o modelo de contratação para executar e manter o projeto. Entre as possibilidades avaliadas está uma Parceria Público-Privada (PPP).

Caso o cronograma previsto seja mantido, as obras deverão durar cerca de um ano e meio. Considerando as etapas de estruturação, definição do modelo de contratação e contratação da empresa responsável, o prazo total poderá chegar a aproximadamente dois anos e meio.

A iniciativa integra o programa Somos Centro, voltado à recuperação e ocupação de áreas da região central de Belo Horizonte.

A Prefeitura espera que a recuperação dos prédios, a instalação das unidades municipais e a abertura de espaços comerciais, culturais e de convivência transformem um quarteirão que permaneceu fechado por quase duas décadas em uma nova área de circulação e atividades no Hipercentro.

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