
Quem for votar para o Senado nas eleições de 2026 terá uma diferença importante em relação ao pleito anterior: cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao cargo. Isso acontece porque, neste ano, dois senadores serão eleitos por cada estado e pelo Distrito Federal.
Na urna eletrônica, portanto, o eleitor terá de votar duas vezes para o Senado. Em cada escolha, poderá aparecer a foto do candidato titular acompanhada das imagens dos dois suplentes que integram a mesma chapa.
Na prática, o eleitor não escolhe apenas uma pessoa. O voto é destinado a uma chapa formada pelo candidato titular e dois suplentes.
As vagas para o Senado são renovadas de maneira alternada. Como o mandato dos senadores dura oito anos, em cada eleição são renovados um terço ou dois terços das cadeiras.
Em 2026, haverá renovação de dois terços das vagas. Por isso, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.
O eleitor terá, então, dois votos diferentes para o cargo e poderá escolher candidatos de chapas distintas.
Os suplentes são os candidatos que integram a mesma chapa do senador titular e podem assumir a vaga em determinadas situações.
Cada candidato ao Senado concorre acompanhado de dois suplentes. Por isso, ao selecionar um titular na urna, o voto também é atribuído aos dois nomes que compõem sua chapa.
É possível que o eleitor veja seis fotos ao longo das duas votações para o Senado: três integrantes de uma chapa na primeira escolha e outros três na segunda, caso opte por candidatos de chapas diferentes.
Os suplentes devem aparecer nas peças de propaganda eleitoral da chapa, conforme as regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
O suplente não ocupa uma cadeira no Senado enquanto o titular estiver exercendo normalmente o mandato.
Ele pode assumir temporariamente ou de forma definitiva em situações previstas pela legislação.
A substituição pode ocorrer quando o senador titular:
-se afasta para exercer determinados cargos, como ministro de Estado, governador, prefeito ou embaixador, entre outras hipóteses previstas em lei;
-obtém licença por período superior a 120 dias;
-morre;
-renuncia ao mandato;
-perde o mandato por decisão da Justiça Eleitoral.
Nos casos de afastamento temporário, o titular pode retornar ao cargo quando deixar de existir o motivo que provocou sua saída.
A ordem de substituição segue a posição dos suplentes na chapa.
O primeiro suplente é quem assume inicialmente a vaga do titular. O segundo suplente só passa a exercer o mandato quando o primeiro não puder assumir, por motivos previstos em lei, como impedimento, doença ou falecimento.
Quando um suplente assume o mandato, passa a exercer as mesmas funções e a ter as mesmas prerrogativas e obrigações de um senador titular durante o período em que permanecer no cargo.
O que o eleitor precisa fazer na urna?
Na votação para o Senado, o eleitor terá dois votos.
Em cada oportunidade, deverá escolher um candidato. É possível votar em dois candidatos de chapas diferentes.
Ao confirmar o voto em um candidato titular, os dois suplentes vinculados àquela chapa também serão considerados escolhidos.
Por isso, antes de confirmar o voto, é importante conferir na tela da urna o nome, número e fotografia do candidato, além das informações da chapa apresentadas pelo sistema.
Os suplentes também precisam cumprir os requisitos legais exigidos para a candidatura ao Senado.
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