
O ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi condenado, nesta terça-feira (11), à pena de morte por um tribunal do país por crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A sentença contra Assad foi tomada à revelia, isso porque o ex-ditador e a sua família fugiram para Moscou, na Rússia, em dezembro de 2024, local onde recebeu asilo.
O ex-ditador foi a primeira figura do antigo governo a ser julgado pelas autoridades de transição do país e desde setembro de 2025, Assad é alvo de mandado de prisão emitido por tribunal de Damasco.
Bashar al-Assad passou 24 anos no poder e foi deposto após o país ter enfrentado uma guerra civil em 2011. O estopim para os conflitos foram os protestos da Primavera Árabe, que reivindicavam reformas políticas e maior liberdade democrática na Síria.
Além disso, manifestantes cobravam a libertações de estudantes presos por picharem slogans revolucionários pela queda do regime. O fim da era Bashar al-Assad colocou ponto-final em mais de 50 anos da família Assad no governo do país. O tribunal também condenou à morte Atif Najib, ex-funcionário do governo Assad e primo do ex-ditador, por crimes cometidos em Daraa, berço da revolta de 2011 no país.
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