
O Ministério da Saúde (MS) publicou, nesta quarta-feira (12), uma nova regulamentação no Programa Farmácia Popular, visando a modernização tecnológica, ampliação do acesso e aprimoramento do monitoramento.
Um Grupo de Trabalho será implementado para discutir a oferta de novos serviços ao programa, como exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. Também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando as periferias dos grandes centros.
Também será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para a assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) nos locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas e áreas de difícil acesso, utilizando, por exemplo, unidades volantes ou avançadas de atendimento.
Com o uso de inteligência artificial, poderá ser implementada a identificação dos pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o monitoramento, a segurança e o combate a fraudes no programa.
“Já chegamos a mais de 23 milhões de usuários beneficiados pelo Farmácia Popular neste ano. A regulamentação moderniza os sistemas de monitoramento das unidades credenciadas e amplia o acesso a serviços, permitindo um acompanhamento mais completo e maior alcance do programa em todo o país”, disse o Ministro Alexandre Padilha, durante participação no evento da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em São Paulo.
O Programa Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens de saúde, entre fraldas geriátricas, absorventes higiênicos e medicamentos para diversas condições, incluindo hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, entre outras.
Atualmente, o país conta com 28 mil farmácias credenciadas. Somente no ano passado, 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo programa. Com mais de 20 anos de atuação, o programa está presente em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura de 97% da população brasileira.
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