
A superfície dos oceanos em julho deste ano, em nível global, foi a mais elevada já registrada. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (10), pelo Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus (C3S), um observatório da União Europeia (UE).
A temperatura média dos oceanos extrapolares, ou seja, fora das calotas e regiões polares extremas, atingiu em julho, 20,96°C, registro que bateu o recorde anterior de 20,89°C, que foi medido em 2023.
O El Niño, de acordo com os dados, foi um dos motivos para o aumento excepcional das temperaturas em grande parte do Pacífico tropical, área onde estão presentes as condições desse fenômeno. EM volta da Europa, os recordes de temperatura no Atlântico e no Mediterrâneo ocidental estiveram associados a ondas de calor marinhas intensas, que também afetaram também os ecossistemas e as comunidades costeiras.
O órgão ainda alertou que, em nível global, o mês de julho foi o segundo mais quente registrado, com a temperatura média do ar na superfície de 16,90°C, o mesmo nível de julho do ano passado e atrás do recorde de julho de 2023, ficando 1,47°C acima da média pré-industrial de 1850-1900.
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