
A relação entre a UEFA e a FIFA ganhou um novo capítulo de tensão neste sábado (1º). Em um comunicado oficial, a entidade que administra o futebol europeu afirmou ter perdido a confiança na liderança do presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a tentativa de criar uma empresa por meio da venda de participações da organização.
A manifestação ocorreu depois que a Fifa anunciou a desistência do projeto. Na sexta-feira (31), Infantino informou que, após avaliar diferentes posicionamentos sobre a proposta, decidiu abandonar a iniciativa, que previa a comercialização de uma participação acionária da entidade para viabilizar uma nova estrutura empresarial.
Apesar do recuo, a Uefa afirmou que o processo foi conduzido sem a transparência necessária e classificou a proposta como um "esquema secreto". Segundo a entidade, o plano foi desenvolvido sem consultas adequadas às confederações e aos demais integrantes do Conselho da Fifa, o que comprometeu a relação de confiança entre as partes.
No comunicado, a Uefa declarou que a retirada da proposta representa uma vitória da boa governança e da responsabilidade institucional. A entidade também reforçou que qualquer mudança estrutural envolvendo a Fifa deve ocorrer de forma aberta, com ampla participação das federações e confederações filiadas.
A crise evidencia um novo desgaste entre as duas principais entidades do futebol mundial. Nos últimos anos, divergências sobre o calendário internacional, o formato das competições e questões comerciais já haviam provocado atritos entre a Fifa e a Uefa, que agora voltam a se confrontar publicamente.
Embora a Fifa tenha encerrado a discussão sobre a criação da empresa, as críticas da Uefa indicam que a relação entre as instituições permanece abalada. A entidade europeia deixou claro que a confiança na condução de Infantino foi comprometida pela forma como o projeto foi elaborado e apresentado.
O episódio aumenta a pressão sobre a gestão da Fifa e amplia o debate sobre transparência e governança no futebol internacional. Mesmo com o abandono da proposta, a troca pública de críticas demonstra que as divergências entre as duas entidades seguem longe de um consenso.
Mín. 13° Máx. 24°