
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça e o processo tramita sob sigilo.
A investigação apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência no âmbito do Ministério da Saúde, envolvendo possíveis negociações relacionadas ao mercado de cannabis medicinal.
De acordo com as apurações, a PF busca esclarecer se Lulinha teria utilizado sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para facilitar contatos e negócios entre terceiros e a pasta da Saúde.
Entre os citados no inquérito estão a empresária Roberta Luchsinger, dona de uma consultoria, e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é investigado em outro caso que apura descontos ilegais em benefícios previdenciários e está preso.
As investigações indicam que o lobista teria realizado visitas ao Ministério da Saúde desde 2024, apresentando-se como representante de empresas ligadas ao setor de cannabis e também de telessaúde. Em algumas ocasiões, ele teria sido acompanhado por Roberta Luchsinger.
Documentos analisados pela Polícia Federal apontam ainda movimentações financeiras entre o lobista e a empresária, incluindo transferências que somam cerca de R$ 1,5 milhão. Em uma das operações, há menção a repasse que poderia estar relacionado a um “filho do presidente”, hipótese que será apurada no inquérito.
A empresária afirma que os valores recebidos correspondem a pagamentos por serviços de consultoria.
Até o momento, não há conclusão sobre responsabilidade ou culpa dos citados.
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