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Brasil registra 139 mortes violentas por dia; Nordeste concentra as dez cidades mais violentas do país

Os dados foram divulgados na quinta-feira (23), na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública

25/07/2026 às 09h14
Por: Por Redação
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O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, o equivalente a 139 vítimas por dia. Apesar do volume ainda elevado, houve queda de 8,2% em relação ao ano anterior, e a taxa nacional recuou para 19,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor patamar desde 2012.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (23), na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento reúne informações oficiais de 2025 e mostra que apenas sete unidades da Federação registraram aumento das mortes violentas.

A redução nacional, porém, não ocorreu de forma uniforme. Amapá, Bahia e Ceará apresentaram as maiores taxas do país, com 42,5, 36,8 e 34,7 mortes por 100 mil habitantes, respectivamente. Na outra ponta, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal tiveram os menores índices.

O Nordeste concentra as dez cidades mais violentas do Brasil. Maranguape, no Ceará, lidera o ranking, com taxa de 100,3 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Eunápolis, na Bahia, com 85,1, e Maracanaú, também no Ceará, com 80,7.

A lista ainda inclui Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro, na Bahia; Caucaia, no Ceará; Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco; e Santa Rita, na Paraíba.

O perfil das vítimas mostra que a violência continua atingindo principalmente homens, jovens e negros. Os homens representaram 90,8% das mortes, enquanto 41,6% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos. Pessoas negras responderam por 79,7% dos casos.

Entre os estados que contrariaram a tendência de queda, o Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento, de 19,6%. Também houve alta em Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Embora a redução da taxa nacional represente uma melhora, o volume permanece expressivo. Em 14 anos, 737.883 pessoas foram assassinadas no país, segundo o anuário.

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