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Seminário reuniu especialistas para discutir estratégias e desafios da comunicação em ano eleitoral

Iniciativa da Câmara de Belo Horizonte abordou inteligência artificial, desinformação, valorização do jornalismo profissional e as transformações no cenário político de 2026.

24/07/2026 às 14h58 Atualizada em 24/07/2026 às 15h41
Por: Marina Menta
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Imagem: Divulgação/ CMBH
Imagem: Divulgação/ CMBH

A comunicação política, os impactos da inteligência artificial nas campanhas eleitorais, o combate à desinformação e o fortalecimento do jornalismo profissional estiveram no centro dos debates do III Seminário de Comunicação Pública, promovido nessa quinta-feira (23), pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). 

O evento reuniu autoridades, pesquisadores, profissionais da comunicação, especialistas em marketing político e representantes da Justiça Eleitoral para discutir os desafios da democracia diante das transformações tecnológicas e do cenário eleitoral de 2026. 

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Na abertura, o presidente da Câmara, Professor Juliano Lopes, ressaltou a importância de ampliar o debate sobre comunicação pública em um contexto marcado pelo avanço das redes sociais e pela proximidade das eleições. 

A superintendente de Comunicação Institucional da Casa, Raquel Vasconcelos, destacou o papel das instituições públicas na oferta de informação transparente e de qualidade, reforçando que a tecnologia deve servir como ferramenta, sem substituir a responsabilidade ética e humana da comunicação. 

Representando a Associação Mineira de Municípios (AMM), Lu Pereira também ressaltou os desafios enfrentados pelas administrações municipais na construção de uma comunicação pública mais eficiente e próxima da população. 

A primeira palestra foi conduzida pelo professor e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Leonardo Spencer, que abordou os desafios da Justiça Eleitoral no enfrentamento à desinformação. 

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Segundo ele, a rapidez na retirada de conteúdos ilícitos e na tomada de decisões é fundamental para garantir igualdade entre os candidatos e preservar a integridade do processo eleitoral diante da velocidade de propagação das informações nas redes sociais. 

O estrategista político Daniel Machado defendeu que não existe estratégia sem mobilização, segundo ele o termo campanha vem de campo, ou seja de ação e reforçou o debate sobre o mito da campanha puramente digital. "O algoritmo entrega conteúdo, mas quem entrega votos é a mobilização", afirmou. 

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Ao longo do seminário, especialistas também discutiram como a inteligência artificial tem transformado a comunicação política. Entre os principais pontos apresentados por Rodrigo Bueno, esteve a necessidade de integrar estratégias digitais, análise de dados e mobilização presencial. 

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Outro tema recorrente foi a valorização do jornalismo profissional como instrumento de enfrentamento à desinformação. Nomes de destaque da comunicação, como Edson Costa, Hermano Chiodi, Lucas Ragazzi, Paulo Leite e João Leite, reforçaram o papel dos jornalistas e dos veículos de imprensa na preservação da confiança pública e no fortalecimento da democracia. 

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Durante sua participação, João Leite definiu os jornalistas como "artesãos da informação" e um "filtro de diversas fontes", destacando que a checagem rigorosa dos fatos, a consulta a múltiplas fontes e a apuração jornalística são elementos indispensáveis para a produção de conteúdo confiável, baseado em método e não em opinião.  

Na sequência da programação, os palestrantes discutiram os efeitos das fake news, da crise de confiança nas instituições e das teorias conspiratórias sobre a democracia. A presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), Helcimara Telles, alertou que a sociedade enfrenta um cenário em que opiniões passam a ser tratadas como verdades, favorecendo a disseminação deliberada da desinformação para fins políticos.

Já o consultor e estrategista político Celso Lamounier apresentou experiências internacionais e estratégias de comunicação utilizadas em campanhas eleitorais. 

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Também foi destaque o lançamento do livro “O Marketing Político no Brasil 2 – Eleições: análises, estratégias e tendências da comunicação política”, organizado pelo Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp). A obra reúne análises de especialistas sobre planejamento de campanhas, comportamento eleitoral e os novos desafios da comunicação política em um ambiente marcado pelo avanço das redes sociais e das novas tecnologias.

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Um dos autores da publicação, o jornalista e professor universitário João Henrique Faria, destacou que a comunicação deve ser construída a partir de um diagnóstico do candidato, do cenário e do eleitorado, e não apenas pela presença nas redes sociais. O painel também contou com a participação de outros coautores, como Fabrício Menezes, que discutiram estratégias e tendências para as disputas eleitorais.

Imagem: Divulgação/ CMBH

 

Ao reunir diferentes perspectivas sobre comunicação pública, inteligência artificial, marketing político e combate à desinformação, o III Seminário de Comunicação Pública reforçou a necessidade de conciliar inovação tecnológica, responsabilidade institucional e compromisso com a informação de qualidade como pilares para o fortalecimento da democracia brasileira.

O seminário permanece disponível para quem não acompanhou as discussões em tempo real. A gravação completa do evento pode ser acessada pelos canais oficiais da Câmara Municipal de Belo Horizonte: www.cmbh.mg.gov.br

 

 

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