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Decisão judicial ordena bloqueio de ativos do Banco Master no Rio de Janeiro

O pedido foi feito pelo próprio estado do Rio de Janeiro em conjunto com a Rioprevidência

24/07/2026 às 12h38
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Rovena Rosa/Agência Brasil
Reprodução: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Justiça do Rio determinou o bloqueio das contas do Banco Master, a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliáros LTDA., da Axor Asset LTDA., de Alexandre Marchesani Canata e de Felipe Mota Separovic Rodrigues, até o valor de R$ 135 milhões.

A decisão foi dessa quinta-feira e decorre do pedido do próprio estado e do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). Entre os dias 4 de julho e 8 de agosto de 2025, o Rioprevidência realizou um aporte de R$ 150 milhões no Fundo de Investimento “Texas i Fia”.

A carteira se encontrava, quase em sua totalidade, exposta às ações da Ambipar Participações e Empreendimentos S.A. No entanto, cerca de um ano depois, as ações sofreram grande desvalorização, o que determinou perda financeira para a Rioprevidência, com redução de quase R$ 15 milhões no saldo de seus investimentos.

"A sofisticação dos atos fraudatórios revela que a sua execução não seria possível sem o domínio do fato pelos evolvidos durante a operação que culminou com a pulverização do dinheiro público alocado", destacou o juiz Wladimir Hungria, da Vara de Fazenda Pública, na decisão.

Em sua decisão, o magistrado ainda identificou indícios de gestão temerária no aporte realizado pelos gestores do Rioprevidência.

"A escolha por um aporte massivo em um único ativo revela, segundo a peça inicial, um forte indício da gestão temerária alegada pela autarquia estadual, seja porque ela pode ter sido utilizada como mecanismo de fabricação de demanda com vistas a elevar artificialmente o valor das ações, seja porque expôs o ente à fragilidade manifesta, abrangendo a captura fraudulenta do fundo de pensão como instrumento para viabilizar a manobra artificialmente produzida", acrescentou o juiz.

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