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Polícia prende 10 suspeitos de agiotagem e extorsão em operação na Grande BH

Ao todo, cerca de 125 policiais participaram da operação, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão

24/07/2026 às 12h34
Por: Cristiane Cirilo
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Polícia Civil
Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta sexta-feira (24), dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida com agiotagem e extorsão durante a segunda fase da Operação Bola de Neve. A ação foi realizada em Belo Horizonte, Santa Luzia e Ibirité, na Região Metropolitana da capital.

Ao todo, cerca de 125 policiais participaram da operação, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos estão nove homens e uma mulher, de 23 anos. Segundo a Polícia Civil, ela é esposa de um dos investigados e teria atuado como "laranja" no esquema.

A corporação também informou que, entre os detidos, estão um policial militar reformado, de 58 anos, um cidadão colombiano e os dois filhos do militar, suspeitos de participação na organização criminosa.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de conceder empréstimos com cobrança de juros abusivos e utilizar ameaças e violência para exigir o pagamento das dívidas.

Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou mais de R$ 500 mil. O número de vítimas identificadas ainda não foi divulgado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam duas armas de fogo, munições, dinheiro em espécie, computadores e aparelhos celulares que serão analisados no decorrer da investigação.

A Polícia Civil informou ainda que há outros investigados foragidos.

A Operação Bola de Neve teve sua primeira fase realizada em fevereiro deste ano, quando seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no mesmo esquema criminoso.

As investigações continuam para identificar outras vítimas e possíveis integrantes da organização.

A defesa da mulher de 23 anos presa durante a operação afirmou que ela é inocente, disse desconhecer o motivo da prisão e alegou que a suspeita ficou surpresa ao saber do suposto envolvimento do marido com a prática de agiotagem. Os advogados também informaram que ainda não tiveram acesso aos autos do processo e consideram a prisão sem fundamento.

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