
Uma nova tarifa sobre produtos brasileiros foi imposta pelo governo dos Estados Unidos e as exportações brasileiras estarão 12,5% mais caras. A medida foi anunciada nessa quinta-feira (23) e já esta em vigor a partir desta sexta (24).
A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para a impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual", afirmou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Marcio Elias Rosa, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), rechaçou as declarações vindas de Washington e destacou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo.
"O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno", disse.
O ministro ainda acrescentou que a nova tarifa dos Estados Unidos é "indevida" e que o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.
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