
Um homem de 51 anos foi preso na manhã de quinta-feira (23), suspeito de matar a própria esposa, de 56 anos, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. De acordo com a Polícia Militar (PM), ele confessou o crime e afirmou que a discussão começou porque a companheira não quis preparar o almoço.
A ocorrência foi registrada por volta das 11h05, em uma residência na Avenida C-11, no bairro Residencial Canaã I.
Segundo a PM, o proprietário de um bar localizado próximo à casa acionou a polícia após o suspeito entrar no estabelecimento, pedir uma dose de cachaça e dizer que havia acabado de matar a esposa com golpes de faca. Em seguida, ele deixou o local.
Ao chegarem à residência, os militares encontraram o portão apenas encostado. O suspeito estava na cozinha lavando a louça e se entregou sem oferecer resistência.
Na sala da casa, a vítima foi encontrada sentada no sofá, já sem vida e com diversas marcas de sangue.
Durante a vistoria no imóvel, os policiais encontraram duas bocas do fogão acesas e constataram um vazamento de gás na cozinha. Também havia manchas de sangue no piso, na pia e sobre o fogão.
O cabo de uma faca foi localizado no local, enquanto a lâmina, com aproximadamente 15 centímetros, estava dentro da pia e já havia sido lavada.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da mulher.
A perícia da Polícia Civil constatou que a vítima foi atingida por oito golpes de faca, principalmente nas regiões do tórax e do pescoço.
Em depoimento aos policiais, o homem contou que discutiu com a esposa porque ela se recusou a preparar o almoço. Segundo a versão apresentada por ele, durante a briga a mulher teria dado um tapa em seu rosto. Em seguida, ele pegou uma faca e a atacou enquanto ela estava sentada no sofá.
Após o crime, o suspeito afirmou que foi até um bar, tomou uma dose de cachaça e comentou com frequentadores que havia matado a companheira.
Ainda conforme o relato, o casal vivia junto havia cerca de nove anos e mantinha discussões frequentes. O homem alegou que os conflitos eram motivados por questões relacionadas às tarefas domésticas e ao uso do celular pela vítima.
Testemunhas informaram à Polícia Militar que o casal brigava com frequência. Uma delas relatou que o suspeito já havia ameaçado matar a companheira em outras ocasiões antes de deixar a cidade.
A PM informou ainda que o homem já havia sido preso em 2021 por ameaçar a vítima utilizando uma arma branca.
O corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), e o caso será investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
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