
Um estudo da Agência Nacional de Mineração (ANM) apresenta um panorama sobre o potencial dos minerais críticos e estratégicos na Amazônia Legal e destaca o papel da região no desenvolvimento mineral brasileiro. O diagnóstico aponta que o território responde por quase metade do valor gerado por esses minerais no país, mas ainda concentra sua produção em poucas substâncias, como ferro, bauxita, cobre e ouro.
O levantamento “Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos – Diagnóstico Setorial” reúne dados sobre processos minerários, produção, investimentos em pesquisa e lavra, arrecadação de royalties, comércio exterior e projetos em andamento. A iniciativa busca oferecer uma base técnica para apoiar decisões e contribuir para a construção de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Segundo a ANM, a Amazônia Legal concentra 48,2% dos processos relacionados a minerais críticos e estratégicos do Brasil. O Pará lidera a participação regional, com 51% dos processos, seguido por Mato Grosso (19%) e Rondônia (10,3%). O ouro é a principal substância presente nos processos, aparecendo em 67% dos casos, seguido por estanho e cobre.
O estudo também destaca os investimentos realizados no setor. Entre 2006 e 2024, foram aplicados R$ 40,4 bilhões em minas e unidades de beneficiamento de minerais estratégicos na região, enquanto os investimentos em pesquisa mineral somaram R$ 4,9 bilhões entre 2003 e 2024.
Apesar do potencial, o diagnóstico aponta desafios, como a ausência de produção de minerais considerados estratégicos para o país, entre eles cobalto, terras raras e potássio. A ANM destaca a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a segurança regulatória e estimular projetos que agreguem valor às cadeias produtivas.
O estudo também chama atenção para a necessidade de conciliar o aproveitamento econômico dos recursos minerais com a preservação ambiental e o respeito aos direitos dos povos originários. A região possui áreas protegidas e territórios que exigem processos de consulta e planejamento específicos.
Para a ANM, o diagnóstico oferece uma base técnica para orientar políticas públicas e investimentos, permitindo que o potencial mineral da Amazônia Legal seja desenvolvido de forma responsável, com equilíbrio entre crescimento econômico, inovação e sustentabilidade.
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