
O Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB), por meio do projeto Lean HOB, tem aprimorado a gestão de leitos, aperfeiçoando o planejamento das altas hospitalares e a organização dos dos fluxos assistenciais, fazendo com que a disponibilização de leitos fique mais ágil para novos pacientes, sem qualquer prejuízo à qualidade e segurança da assistência.
Dados do Núcleo Interno de Regulação (NIR-HOB) mostram que entre janeiro e junho o percentual de altas hospitalares realizadas até as 10h passou de aproximadamente 5% para 18,6%. Já as altas concluídas até as 12h cresceram de cerca de 21% para 42,5%, demonstrando o avanço contínuo na organização dos processos internos.
O desempenho também foi observado nas altas médicas. No mesmo período, o percentual de altas registradas até as 10h aumentou de 20,9% para 39,3%, enquanto as realizadas até 12h passaram de 55,6% para 65,5%.
É importante destacar a diferença entre alta médica e a hospitalar. A alta médica ocorre quando o paciente é considerado clinicamente apto para deixar o hospital, após ser avaliado e liberado por todas as especialidades responsáveis pelo atendimento. Em casos mais complexos, como o de uma vítima de acidente de trânsito, por exemplo, o paciente pode receber alta da ortopedia, mas ainda permanecer internado até ser liberado por outra equipe envolvida no cuidado.
Já a alta hospitalar é a etapa final desse processo, quando, além de todas as liberações médicas, também são concluídos os procedimentos assistenciais necessários, como a administração da última medicação, a retirada de acessos venosos, a troca de roupas e as orientações de saída. Somente após a conclusão dessas etapas o paciente deixa o leito e encerra a internação.
De acordo com a superintendente do Complexo Hospitalar Odilon Behrens, Raquel Felisardo Rosa, os resultados apontam que a eficiência na gestão e qualidade da assistência caminham juntas.
“Nosso compromisso é garantir assistência cada vez mais qualificada, segura e acessível para a população. A alta hospitalar acontece exclusivamente quando o paciente apresenta condições clínicas para retornar ao seu ambiente, após avaliação da equipe médica. O que estamos aperfeiçoando é a organização de todo esse processo. Com planejamento, integração entre as equipes e gestão eficiente dos leitos, conseguimos receber mais rapidamente quem aguarda uma internação, ampliar nossa capacidade de atendimento e utilizar melhor a estrutura do hospital, sempre preservando a segurança e a qualidade do cuidado”, destacou.
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