
A Justiça decidiu levar a júri popular o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, acusado de matar a companheira, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e tentar encobrir o crime simulando um acidente de trânsito na MG-050, em Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais.
A decisão foi assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. O empresário permanece preso preventivamente desde dezembro de 2025, quando foi detido durante o velório da vítima, realizado em Divinópolis.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Henay teria sido morta dentro do apartamento onde vivia com o acusado, em Belo Horizonte. A perícia apontou que a vítima sofreu asfixia mecânica e traumatismo cranioencefálico antes de ter o corpo colocado no banco do motorista do veículo.
Ainda conforme a apuração, o empresário teria percorrido mais de 60 quilômetros até Itaúna e provocado uma colisão na MG-050 com o objetivo de simular um acidente de trânsito. A suspeita começou a ganhar força após o relato de uma funcionária da praça de pedágio, que afirmou ter visto a vítima desacordada ao volante enquanto o investigado conduzia o carro do banco do passageiro.
Imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e exames de DNA reforçaram a conclusão da Polícia Civil. Durante a audiência de instrução, realizada em maio deste ano, Alison negou ter cometido o crime, alegando que o acidente ocorreu após uma discussão entre o casal. Ele também contestou a interpretação das imagens que mostram o momento em que transporta um objeto até o veículo.
A investigação também identificou indícios de um histórico de violência doméstica. De acordo com a Polícia Civil, registros em vídeo mostram episódios de agressão contra Henay meses antes da morte. Além disso, mensagens enviadas pela vítima a amigos revelavam que ela demonstrava medo de ser morta pelo companheiro.
Com a decisão de pronúncia, o empresário será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A Justiça ainda não definiu a data em que o julgamento será realizado.
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