
Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros em situação de alto risco para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Enquanto o cenário nacional aponta tendência de queda nas internações por doenças respiratórias, o estado segue na contramão, registrando crescimento dos casos graves.
De acordo com a Fiocruz, o avanço da SRAG em Minas é impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite em crianças pequenas. O boletim também aponta níveis elevados de circulação dos vírus Influenza A e Influenza B, que continuam provocando internações mesmo após o período de maior circulação sazonal.
O levantamento mostra que as crianças de até dois anos concentram a maior incidência da síndrome respiratória grave, especialmente por causa do VSR. Já entre os idosos, principalmente aqueles com 65 anos ou mais, a Influenza A continua sendo a principal causa de mortes relacionadas às doenças respiratórias.
Em todo o Brasil, a tendência é de redução das internações nas últimas semanas, reflexo da queda dos casos associados ao vírus sincicial respiratório e à Influenza A. No entanto, Minas Gerais permanece entre os estados que exigem maior atenção das autoridades de saúde, ao lado de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe para os grupos prioritários, da higiene frequente das mãos e do uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios ou que frequentem ambientes fechados e unidades de saúde. A recomendação também é procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como dificuldade para respirar e febre persistente.
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